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Economia circular ganha força com classificação europeia

  • Foto do escritor: Ecomet Metais Sustentáveis
    Ecomet Metais Sustentáveis
  • 11 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Diferentemente do Brasil, no resto do mundo há sinais importantes de que a ideia de transição para a economia circular e suas práticas regenerativas está avançando.


O Parlamento Europeu aprovou, recentemente, uma classificação baseada em seis objetivos, que visa orientar investimentos públicos nos países do bloco que precisam atingir metas já estabelecidas nos acordos do clima, nas diretrizes contra a poluição de rios, mares e nos compromissos internacionais em relação aos resíduos.



Com isso, se espera que seja possível indicar as iniciativas que convergem para a proteção e regeneração do meio ambiente, bem como desincentivar negócios que são empacotados com greenwashing e marketing ecológico, mas que não são comprometidos de fato com um futuro sustentável. Serão considerados sustentáveis empresas e projetos que contribuam com ao menos um dos seis objetivos ambientais contidos na classificação:

  1. A mitigação das alterações climáticas;

  2. A adaptação às alterações climáticas;

  3. A utilização sustentável e proteção dos recursos hídricos;

  4. A transição para uma economia circular;

  5. A prevenção e o controle da poluição;

  6. A proteção e o restauro da biodiversidade e dos ecossistemas.

No detalhamento do item referente à economia circular, o regulamento considera que uma atividade econômica contribui para a transição ao novo modelo, se:

  • Utilizar mais eficientemente os recursos naturais na produção, incluindo matérias-primas obtidas de forma sustentável;

  • Aumentar a durabilidade, a reparabilidade, a atualização ou a reutilização dos produtos, em especial no âmbito da concepção da fabricação;

  • Aumentar a reciclabilidade dos produtos, incluindo a reciclabilidade dos seus diferentes componentes materiais, através da substituição ou da redução da utilização de produtos e materiais não recicláveis, em especial no âmbito da concepção e da fabricação;

  • Reduzir substancialmente o teor de substâncias perigosas e substituir as substâncias que suscitam elevada preocupação nos materiais e produtos ao longo de todo o seu ciclo de vida, em conformidade com os objetivos estabelecidos no direito da União, substituindo essas substâncias por alternativas mais seguras e garantindo a rastreabilidade;

  • Prolongar a utilização de produtos, através da sua reutilização, tendo em vista a longevidade, aproveitamento para outros fins, desmontagem, refabricação, atualização e reparação, e partilha de produtos;

  • Intensificar a utilização de matérias-primas secundárias e melhorar a sua qualidade, através de uma reciclagem de elevada qualidade dos resíduos;

  • Prevenir ou reduzir a produção de resíduos, notadamente a produção de resíduos no âmbito da extração de minerais e resíduos da construção e demolição de edifícios;

  • Melhorar a preparação para a reutilização e reciclagem de resíduos;

  • Aumentar o desenvolvimento das infraestruturas de gestão de resíduos necessárias para a prevenção, a preparação para reutilização e a reciclagem, assegurando simultaneamente que os materiais recuperados daí resultantes sejam reciclados como matérias-primas secundárias de elevada qualidade destinadas à produção, evitando assim a conversão em produtos de qualidade inferior (downcycling);

  • Minimizar a incineração de resíduos e evitar a eliminação de resíduos, incluindo a sua deposição em aterro, de acordo com os princípios da hierarquia dos resíduos;

  • Evitar e reduzir o lixo;

  • Potencializar qualquer uma das atividades enumeradas nos itens anteriores.

Além dessa taxonomia dos investimentos sustentáveis, um anúncio publicado no Financial Times foi assinado por CEOs de algumas das maiores empresas do mundo e administradores públicos reafirmando compromisso com a transição para a economia circular. Os signatários afirmaram que estão empenhados em acelerar a transição com soluções para plásticos, moda, alimentos e finanças. O compromisso das empresas aponta diretrizes para cada cadeia produtiva:

  • Plásticos: eliminar aqueles que não sejam necessários, promover inovação em materiais e modelos de negócio e circular todos os plásticos mantendo-os na economia e fora do meio ambiente.;

  • Moda: garantir que as roupas sejam usadas mais vezes, possam ser transformadas em novas peças e sejam feitas a partir de materiais seguros e renováveis;

  • Alimentos: redesenhar produtos e cadeias de suprimento a fim de regenerar a natureza, eliminar o conceito de resíduo e conectar a produção ao consumo local onde fizer sentido;

  • ​Finanças: apoiar empresas em sua transição para modelos de negócio circulares e mobilizar capital para avançar no desenvolvimento de soluções de economia circular.

Coca-cola, Pepsico, Unilever, Nestlé, Veolia, Danone, Renault, H& M, L’Óreal e Amcor são algumas das empresas que assinaram o acordo. Representantes da França, Holanda e das cidades de Londres e São Paulo também assinaram a peça, junto com a Fundação Ellen Macarthur.


Fonte: ecycle.com.br

 
 
 

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