Uma análise do mercado do alumínio no Brasil
- Ecomet Metais Sustentáveis
- 22 de ago. de 2024
- 3 min de leitura
Atualizado: 30 de set. de 2024
O alumínio é o metal mais abundante na natureza, representando cerca de 8% da crosta terrestre. A principal fonte de alumínio para exploração comercial é o minério bauxita, que é composto principalmente por óxido de alumínio
Os Estados Unidos são o maior produtor de alumínio do mundo, seguido pela Rússia, China, Canadá e Austrália. O Brasil é um dos maiores produtores de alumínio do mundo, e em 2022 ficou na 12ª posição.
Já no ano passado, o Brasil retomou autossuficiência em alumínio e viu a produção brasileira do metal avançar 24%, atingindo o patamar de 1,006 milhão de toneladas, apontam dados preliminares da Associação Brasileira do Alumínio (Abal).
O resultado representa a segunda melhora anual consecutiva após o setor mostrar recuperação de 5,1% no indicador em 2022. Nesse ano, as empresas de metal primário no Brasil alcançaram uma produção de 811 mil toneladas, um aumento de 5,1% se comparado ao ano anterior e o Brasil terminou o ano de 2022 como o 12º maior produtor de alumínio do mundo.
Com relação às exportações, de acordo com a ComexVis, aplicativo do Ministério da Economia, os principais destinos do minério de alumínio em 2022 foram Canadá, Irlanda, Grécia, Estados Unidos e China.
Vale a pena destacar que, com o aumento da capacidade instalada no Brasil de refinarias e smelters nos últimos anos, boa parte da produção de bauxita passou a ser consumida no próprio país.
Essa situação colocou o nosso país em uma condição de autossuficiência na produção de alumínio primário, possibilitando o abastecimento da indústria nacional de produtos transformados.
Esse crescimento significativo na produção se deve, em grande parte, à reativação do complexo industrial da Alumar, localizado no Maranhão. Esse complexo voltou a operar no segundo semestre de 2022, depois de um longo período de inatividade que começou em 2015.
Outro fato importante é que o governo brasileiro decidiu taxar as importações de laminados de alumínio da China, após haver comprovado que aquele governo oferecia subsídios aos exportadores chineses que comercializavam seus produtos em nosso país, fato comemorado pelas empresas nacionais.
Por fim, as expectativas apresentadas pela IAI, como já vimos, são animadoras, projetando um futuro de sucesso e bons resultados.
Até o final desse ano de 2024 as tendências continuam positivas, uma vez que os investimentos no setor devem alcançar um total de R$ 30 bilhões nos próximos dois anos no Brasil.
Para se ter ideia a respeito desse valor, o investimento bruto realizado no setor em 2022 foi de R$ 1,9 bilhão, portanto, fica evidenciado que as empresas do segmento estão otimistas com relação ao futuro.
Um dos pontos de maior relevância e que incentivam os investimentos nesse mercado está relacionado com a sustentabilidade do planeta.
Vivemos um momento crítico, onde cada vez mais se torna necessário os cuidados com o meio ambiente, uma vez que de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), através das palavras do seu Secretário-Geral, Sr. António Guterres:
“A ciência nos diz que os próximos 10 anos constituem a nossa última oportunidade para evitar a catástrofe climática, reverter a maré mortífera da poluição e de perda de espécies.”
O alumínio é um material que colabora de maneira efetiva com a sustentabilidade do planeta, pois, após ser descartado, ele pode retornar como matéria-prima às linhas de produção de maneira infinita.
Trata-se, portanto, de um material estratégico que efetivamente contribui para a reversão do quadro em que nos encontramos.
Perspectivas para os próximos anos
Um estudo realizado pelo Instituto Internacional do Alumínio (IAI) demonstra que a demanda por esse material irá crescer 40% até o ano de 2030 em todo o mundo.
Isso significa que o setor precisará produzir 33,3 milhões de toneladas métricas a mais do que nos dias atuais, alcançando um total de 119,5 milhões naquele ano.
A popularização no uso do alumínio da indústria da construção civil será um dos grandes marcos para o crescimento da produção.
Mais uma vez, isso se dá em função da sustentabilidade, que se torna uma exigência da sociedade, associada aos menores custos de manutenção, uma vez que esse material pode ser usado por mais de 75 anos em uma edificação antes de ser reciclado.
Como se observa, a previsão para o mercado do alumínio no Brasil e no mundo são animadoras, portanto, grandes resultados são esperados.






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