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Lixo no Japão: um exemplo a ser seguido

  • Foto do escritor: Ecomet Metais Sustentáveis
    Ecomet Metais Sustentáveis
  • 1 de ago. de 2022
  • 3 min de leitura

Com uma área de 377.975 km² e mais de 126,3 milhões de pessoas, o que falta no Japão é espaço. Por isso a forma como eles lidam com lixo no Japão é um exemplo a ser seguido. Entre os vários processos para redução e reciclagem de lixo está a queima (e seu aproveitamento energético) e a separação minuciosa dos resíduos feita por todos.


A cultura por lá é baseada nos famosos 3Rs (Reduzir, Reciclar e Reutilizar). A mudança na forma de pensar é tão eficaz que fez com que um pequeno município chamado Kamikatsu com 1.517 habitantes chegasse a um dos mais altos índices de reciclagem de resíduos: 81%. Apesar do exemplo, a forma como o japonês lida com o lixo é questão nacional e está apoiada em leis, controle de dados, economia circular e respeito.


A seriedade com que a questão do lixo é tratada no arquipélago é reflexo de um sistema de gerenciamento de resíduos sólidos eficiente e que consegue reutilizar 96% do lixo que coleta. Vendo isso daqui do Brasil podemos até pensar que sempre funcionou assim – mas a história é outra. Em 1995 o Japão reciclava apenas 3% das garrafas PET mas já no censo de 2010 esse número passou a 72%, ou seja, um crescimento de 250% em 15 anos.


A separação do lixo começa na casa de cada um, já que a separação de resíduos não é uma escolha e sim, uma ação imperativa. De grosso modo funciona da seguinte maneira; cada material possui um preço diferente para o descarte, ou seja, um preço para o poder público e privado coletar os resíduos e destinar ecologicamente. Por isso, cada pessoa paga pelo lixo que gera, dando ainda mais valor aos próprios resíduos.

Mas você deve estar se perguntando, como o governo e as empresas fazem para receber o dinheiro equivalente ao lixo que vão coletar e reciclar na casa de cada um? Bem simples, os resíduos devem ser separados cada tipo em sacos diferentes e cada saco deve ser comprado no mercado (ou drogarias) com valores variáveis onde impostos e taxas já estão inclusos.


E não pense que isso se limita apenas às residências. Empresas e indústrias também têm suas responsabilidades e obrigações com o lixo que gera. É importante frisar que a quantidade de latas de lixo diferentes assim como taxas e regras de reciclagem variam de uma cidade para outra. Para que todo morador entenda as formas de separar seu lixo, as cidades disponibilizam cartilhas para a população; essas cartilhas podem ser retiradas na prefeitura e nelas, há imagens e bastante texto explicando sobre os materiais recicláveis.


Como funciona a coleta de lixo no Japão


Na cidade de Saitama, vizinha de Tóquio há as indústrias do lixo no Japão, elas levam aproximadamente 400 toneladas de lixo por dia. Esse lixo chega já separado entre recicláveis e orgânicos e chegam divididos em caminhões específicos para cada tipo de resíduo. Tudo é automatizado, o setor que cuida do lixo orgânico é operado por um profissional de dentro de uma sala de controle. O reciclável funciona da mesma forma, com uma garra de aço capaz de transportar até 3 toneladas de carga. No final do processo tudo sai compactado, limpo e pronto para ser vendido para centros de reciclagem.


Para que tudo dê certo, o Japão aposta na educação da população com orientações sobre a forma de separar lixo, e também, com educação ambiental nas escolas.

Em cidades como Saitama não existem lixões e nem mesmo aterros sanitários. Depois que os resíduos chegam e já estando separados, são queimados à temperatura de 1.800 graus centígrados (um processo semelhante ao Coprocessamento que já conhecemos). Durante a queima, forma-se um gás que é usado para gerar energia após passar por uma tubulação que alimenta uma turbina. Essa energia gerada pela combustão tem a capacidade de alimentar cerca de 10 mil casas. A sobra dessa queima são os resíduos e metais, que são reutilizados para asfaltar ruas.

 
 
 

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